O que vou dizer é pornográfico. Lírica é pinto pequeno. Canônica é a lógica do capital que afunda na bunda. Acuzentamento tão bem feito que passa desapercebido, talvez porque sempre tem alguém que convence um outro de que tá uma delícia. Rápida espiadinha e se nota que há uma infinidade de esquemas versados no enrabismo. No meio de gramáticas, éticas e estéticas, por exemplo, proliferam encaralhamentos em pencas. 

O que vou dizer é íntimo: não quero saber de nenhum ismo, ente ou lógica que não me liberte. No átimo que me cabe, transformo meu rítimo.Só posso saber de mim e só posso saber do mundo. Tentar saber um pouco, saber o suficiente para não me acomodar no espaço-tempo tal qual galinha hipnotizada. Se quer saber, tô fora dessas é-picas de abismos.