Lávame,
enche de água o coração solitário de La Muerte para que sua foice lubrificada carregue os mortos com amor e as raízes dos vivos não ressequem.
Lávame, irriga a lava fecunda da vieja ancestral e desperta minhas escamas para que eu beije las semillas de maiz com água e fogo.
Lávame,
que me elevo adentro e trago kan de volta, nutrida da força contida no céu e no tempo, florescida no ventre de Ixchel, para que nos braços de La Madre se faça primavera.
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