Deixa que eu conto essa

Um amigo avisou. A quem não é de ferro e é ferido uma hora chega a de fechar a boca pra não comer mosca. Só que aqueles que cedo madrugam bateram água na pedra até que fura e vazou tudo. Reclamaram depois de plantar árvores no deserto, mas tão seco que nem macaco tinha galho, nem dois pássaros voando. De grão em grão, a galinha desesperada na areia.

Perplexos, da onde fumaça, se não viam fogo. Uns entenderam que todo mundo colhe o que cada um planta. Foi o caso...

Casa de poeta, o espeto de tudo, saiu para recolher limões, sentiu o que vêem os olhos e voltou transformado. Chorou lágrimas pelo crocodilo e dormiu na poça do leite derramado. Quando acordou, tirou da rede o filho do peixe e resolveu devolver pérolas, aos poucos.

Não sei se foi bem assim, mas não tem problema. Quem conta um conto aumenta o ponto de vista.