Férias

Comi aqueles cinco minutos com a ponta da língua e dormi bastante injuriada porque gostaria que o tempo não existisse, muito embora tivesse certeza de que se houver inferno é lá que as horas não passam.

As papilas gustativas tocam o infinito como os ponteiros do relógio: encostam na verdade e seguem em frente porque o gozo para ser prazer precisa de começo e fim, ou então vira rotina.

Mas por que sempre esperar o mundo dar a volta para viver outra vez?