Motivo

Um dia escrevi, em uma das cartas que nunca enviei simplesmente por não haver um destino certo, que eu queria encontrar a música que contivesse tudo, o verso que tudo revelasse. A nota maior, o verso perfeito, a frase-chave dos mistérios dessa vida danada.

No mesmo momento compreendi que embora desejasse algo explicável, tudo o que queria estava no subjetivo: a melodia dos segredos do mundo de fora e do mundo de dentro é feita de ausência. De silêncio.

No épico da vida que fiz, a busca pela essência é o meu Graal.