sei de nada

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Não sei de mim, mas tenho estratégias.
se sinto a força achatadora esmagando de leve, uso couraça;
se vejo a porta enfeitada para a boca aberta do urso, nem passo perto;
se pressões de selva irrompem na paisagem asséptica, escrevo;

Às vezes me excluo ou me revolto. A indignação é solitária. A endinheiração agrega.

Quando salivo mudanças, mordo a língua. Como é que se grita falando baixo?

Se eu me encontrasse e me soubesse, eu me seria e mais nada.
Mas... nada!
Só construto.

Ai, que vontade de rir de tão bunda!


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