Uma marca
estampada na cara
escondendo o fundo frágil.
O olhar inexpressivo
segue o costume das coisas prontas.
Latas de idéias
em conservas apodrecidas.
Os martelos sobre as cabeças
não ferem,
mas trazem
uma dor de cabeça eterna.
Ninguém foge.
já se desaprendeu a mudar.
A brincadeira perdida na infância
o ócio amarrando as mãos
a preguiça formigando as pernas
e da boca,
lixos da alma de papelão.
Repetidos versos,
repetidas vidas,
sempre igual.
Só mudam as embalagens,
coloridas!
que alegram sorrisos desdentados,
e riem espíritos de sua própria estupidez.
Seguimos regras cegas
sem pedir por quê,
nem pensamos nas dimensões dos fatos,
dos atos,
e vivemos,
repetimos,
como se o mundo tivesse comido as opções.
É assim.
É assim.
É assim.