Olá, boa tarde, como vão?
Em gesto gentil, estendo-lhes a mão.
Os corpos se dobram, os rostos se curvam, indicando saudação.
Tão reiterada formalidade, a fim de uma função,
esconde bem a vontade, talvez secreta maldição.
Bem gostaria de vê-los mortos e bem enterrados,
membros inteiramente extirpados, pés e mãos.
Cabeças decapitadas, miolos saindo pelo vão.
Corpos tremulantes, troncos espasmados, rentes ao chão.
Olá, boa tarde, a que honra devo a visita
de tão malditos senhores no porão mais obscuro da minha imaginação?