Um banho de nada, por favor.

A pressão exercida pela cultura sobre nossos corpos é tão forte e ao mesmo tempo tão ignorada que acho que é por isso que existem suicidas.Se a gente aprendesse desde sempre a escovar esse excesso de domesticação talvez as pessoas fossem criaturas mais livres. É difícil identificar o que é essência do que é corante. Os limites entre uma saúde visceral e uma cultura de saúde não são compreensíveis, porque há anos somos apenas doutrinados pelos modismos das indústrias, seja a de fármacos químicos, seja a de fitoterápicos.Chega a um ponto em que estamos cheios. Tão lotados de lixo cultural que agimos como bêbados tateando fechadura da porta: onde está aquilo que importa? Ai que vontade de tomar um banho puro do mais absoluto nada. E, enfim, conseguir respirar.